Narrado em primeira pessoa, Sintonia Perfeita é escrito pela princesa literária, Amanda Maia. Desculpem, abelhinhas, o posto de rainha é da Queen do mistério, Cassandra Clare. Apesar disso, podemos considerar Amanda uma das rainhas literárias brasileiras, ao lado de divas como Ray Tavares e Paula Pimenta, apesar de as três possuírem estilos diferentes de escrita. Eu poderia passar o dia inteiro falando sobre essas três, mas foquemos na história, pois sei que essa é a razão principal de você estar aqui.
Sintonia Perfeita faz parte de uma série intitulada"The Reckless", nome da boy band do livro, unida por problemas psicológicos dos integrantes, obrigada traumas do passado. Cada membro tem sua história narrada em um dos livros da coleção. O primeiro tem como personagem principal o vocalista, Bryan McCoy e seu par - complicado - romântico, Mackenzie Wilde.
Dividido em três partes, o enredo se desenvolve em três etapas importantes da vida dos protagonistas. A primeira parte é mergulhada em um mundo de nostalgia, a descoberta do primeiro amor, do primeiro coração partido e das primeiras amizades sólidas. Entretanto, felizmente, o tom infantil dos personagens é quebrado nos últimos capítulos, assim como confianças, em si mesmo e nos outros. Esses mesmos tons sombrios finais da primeira parte são a sinfonia inicial da segunda. Nesta, novos personagens são apresentados a trama criando um emaranhado de personalidades e estilos a la Elite, After e o toque musical e de crescimento pessoal de La la land. Entretanto, a segunda parte, acaba em ressonâncias tão pesadas quanto a primeira. Parafraseando Bryan McCoy, toda onda de calma leva a um caos, ou quase isso, porque não me recordo da citação corretamente.
Por fim, a terceira parte carrega toda uma bagagem emocional dos capítulos anteriores. Os personagens já estão consolidados em nossas mentes, dificilmente nossas opiniões já enraizadas sobre eles vá mudar. Pontas soltas de mistérios e romances, obviamente pendentes para os próximos livros começam a se tornar mais evidentes e o apetite por capítulos só aumenta. Sim, caros leitores, me tornei uma viciada.
Kelly Clarckson pode entrar e tocar "Breakway", please. Para quem desconhece a letra, ela resumidamente fala sobre crescimento pessoal, a sintase perfeita desse livro. Tão doloroso, sórdido e recheado de hormônios a flor da pele quanto a vida real, os personagens de Sintonia Perfeita dispensam a fantasia utópica de relacionamentos perfeitos e clichês estereotipados de badboys mentirosos, protagonistas vitimizadas com recuperação rápida e necessidade de disputa feminina por homem.
Aqui cabe uma observação importante. Em algum momento da vida provavelmente você e sua amiga, ou alguma conhecida, vão se interessar pelo mesmo cara, acontece. Assim como pode, e provavelmente vai, acontecer com vocês homens. Entretanto, isso não é sinônimo de disputas e fim de amizades. Maturidade, pessoal, please. Se você decide acabar com uma amizade por isso, isso diz mais sobre você do que sobre a outra pessoa. Chega de disputas entre mulheres, nós temos de nos unir. #feminista_fanfiqueira.
Este livro foi responsável por amolecer o coração frio (mas nem tanto) desta leitora, assim como me prendeu a história com o melhor modo de atrair uma leonina com ascendente em escorpião, com um prólogo cheio de drama, sangue e prisão. Complementar perfeito para o enredo cheio de atração, te(n)são, dedo no cu e gritaria, na verdade o dedo é em outro lugar, mas melhor mencionar o cu para vocês entenderem a agitação da história. Cada capítulo foi responsável por tocar minha alma do mesmo como a música, porque de fato, este livro é uma Sintonia Perfeita.


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