Fãs de Harry Styles respirem fundo e engulam a inveja de Alice Pereira como eu fiz. Sim, dentro de mim ainda habita uma garotinha de doze anos cantando "What's makes you beautiful" a toda altura.
Você inclusive pode ligar esta música para ler o livro em questão, mas sugiro algo mais melancólico para descoberta do primeiro amor e consequentemente, primeira decepção, como Sign of the times, sim, do príncipezinho, Harry Styles.
Você inclusive pode ligar esta música para ler o livro em questão, mas sugiro algo mais melancólico para descoberta do primeiro amor e consequentemente, primeira decepção, como Sign of the times, sim, do príncipezinho, Harry Styles.
Julia é uma garota literalmente futurista de 2093, um ano após a morte do cantor pop, sim, directions, a escritora, Giulia Masca previu a morte dele. Óh céus, meu pobre coração. Mortes a parte, a garota encontra diários antigos da avó - também morta - onde ela narra como foi as idas e vindas de seu primeiro amor, Harry - gato - Styles.
Tudo começa aos dez anos, quando a paixonite bate em sua porta e ela a escancara sem pensar duas vezes. Pois muito que bem, aqui gostaria de pedir para acalmar seu coração, assim como obriguei o meu nos capítulos seguintes. Ao contrário do pensado inicialmente não há romantização de pedofilia.
A pequena Alice não é beijada, vulgo não é abusada, por ninguém, ao menos na infância. Apenas se mantém em seu mundo de suspirares pelo músico da casa ao lado. Quem nunca teve uma queda por um músico que atire a primeira pedra.
A pequena Alice não é beijada, vulgo não é abusada, por ninguém, ao menos na infância. Apenas se mantém em seu mundo de suspirares pelo músico da casa ao lado. Quem nunca teve uma queda por um músico que atire a primeira pedra.
Enfim, de volta a história, Alice cresce, toma sorvete, perde celular, esbarra ocasionalmente com Harry Styles... Sim, caros leitores, a sortuda praticamente ganha Harry embalado para presente com gosto de sorvete e cheiro de confusão. Daí por diante a história se torna dedo no c* e gritaria, com direito a karaokê, jantar com o pai, encontro na chuva e stalker. OMG!
Enquanto isso, na vida real, ou melhor, no momento presente (?), em 2093, Julia devora os diários da avó - não literalmente - como devoro chocolate e os capítulos novos de Sintonia Perfeita. No meio disso, ela e Diego, seu rolo romântico/drama estão cheios de chamegos, quando... Boom! Eles discutem. A vida de neta e avó parecem perfeita (de)sincronia, quando relacionamento de uma está no ápice o da outra está no fundo do tártaro (equivalente ao inferno na mitologia grega).
A sinopse me chamou, mas confesso, o primeiro capítulo não muito, mas o mesmo aconteceu com a série Outlander e depois devorei ela, então quem sou eu para julgar por primeiros capítulos. A questão aqui é que como a maioria das histórias, os primeiros capítulos não possuem grandes acontecimentos, são os "quebra gelo", aqueles para o leitor entende os personagens e se situar na história.
Na parte técnica, há poucos erros de ortografia, apesar de haver alguns no quesito concordância e alguns pleonasmos perdidos em meio ao texto. Para quem não sabe, pleonasmos, são aquelas frases onde dizemos a mesma coisa duas vezes, ditas comumente em uma roda de conversa ou deixadas escapar sem querer no cotidiano, como "vou entrar para dentro", não que tão óbvio, tenha sido o caso desta história.
Além disso, Julia e Alice me frustraram com suas decisões precipitadas, escolhas erradas e exageros sentimentais, sabe quem mais me frustra com estas mesmas atitudes? Eu mesma.
A verdade seja dita, esperamos personagens com progressão lenta de relacionamento, escolhas demoradas e pensamentos detalhados, mas sejamos sinceros com nós mesmos, nem todo mundo é assim. Parei para pensar sobre isso depois de assistir uma série chamada "Eu nunca" da Netflix, a propósito, recomendo. Na série Devi, a personagem principal, assim como Alice, toma decisões que para mim, a primeira vista pareceram absurdas, repetia constantemente durante a série "tenha senso, garota". No fim, estava chorando como boa cadelinha de produções clichês que sou.
Enfim, Alice Pereira, eu ainda tenho um pé atrás com suas escolhas, mas vejo eu mesma de um ano atrás em você.

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